terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

FESTA-BATIDA DO CORAÇÃO-14/02-EMBU DAS ARTES




















Homenagem a Solano Trindade-Cia de Arte Negra Capulanas


Estará fazendo essa grande festa para arrecadar fundos para se apresentar na Bahia!!!contamos com a presença de todos!!! BATIDA DO CORAÇÃO-14/02-sábado


Convidados-Denegri


DJ Guinho


MC GAspar(Zafrica brasil)


Zinho Trindade


OS Mamelucos


Preto Soul


MULHERES VIP até 0:00H,após 5$homens 5$


local -Teatro Popular Solano Trindade -Av são paulo,100-Embu das artes-Centro(próximo da prefeitura,em frente a quadra da Embuense)


Como chegar-Quem vem de carro-francisco morato,BR 116,entra no Embu das Artes e segue sentido centro,prefeitura,é uma rua com um rio no meio!!!


ONIBUS-do metro Campo limpo sai o ultimo bus para o Embu 0:00H(Embu centro)na cardeal Arco verde passa um bus chamado (Embu engenho velho,ultimo as 23:00h)final dele é nas clinicas.Do largo da Batata sai o Itapecerica Pq Paraiso ,ele entra dentro do embu,descer no centro-praça,desce a rua até o teatro(ultimo bus 1:20)pegar ele em frente ao antigo KVA na cardeal arco verde.


muita luz e asé familia!!!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

PARAISÓPOLIS

















Os passarinhos eu não os tenho ouvido
Todos devem estar acuados em algum cantinho verde descoberto neste território
Hoje tem cavalaria, tem cachorro bravo
O som agora é papapapapapapapa
Há um pássaro de aço sobre a minha cabeça
Sobre a favela este som que faz a vigília todo o tempo
Nas entradas, tudo que é camuflado esta explicito
Todos uniformizados
Lá o aço também se faz presente em formato de fuzil
Do céu o som
Dos lados, a imagem do uniforme camuflado,o controle
Aqui dentro, uma só pressão
No peito, na garganta, nos olhos
E no estomago
As pessoas passam olhando para o chão, suas caras estampam a tristeza imposta
A rua que é sempre cheia, com as pessoas de roupas coloridas, esta quase vazia
Pouco movimento
Não agüento mais esta máquina na minha cabeça
papapapapapapapa
A cidade Paraíso no seu antagonismo máximo
Contradições, desproporções, uma cadeia ao ar livre,
Contradição...
Os contra e os a favor
Uma garota me diz ao telefone
"Desculpa, ontem eu não fui a aula por causa da guerra"
Escuto e não acredito, aquilo parece um raio dentro de mim.
A guerra
É isto olha, escuta ........ papapapapapapapapa
Ele não para
Vigia este povo, esta gente com a pele escura
Esta gente quase nua, vigia, controla
A guerra,
É só isto
Aqui são 80 mil, e o espaço.... só um pedacinho de chão
assim ....o Paraíso
Paraisópolis
Todas as pessoas vigiadas, todas as lotações verificadas, cada sacolinha que a humilde senhora carrega tem que ser mostrada, as casas invadidas para averiguações
Humilhação
Por cima, pelos lados, controle, opressão
Debaixo esta a pressão, vai explodir, vem explodindo,
E assim vem aquela força e os meninos vão
Seus atos são vândalos, mas o seu inconsciente não
Traz dentro de si o arquétipo do cabresto, a humilhação, a miséria de seu povo,
Lamentavelmente o seu grito é assim... visceral, irracional, é na paulada, tijolada,
Foram vândalos, marginais,
Os meninos sem escolas, nem estas de mentirinha que a gente conhece eles tem, destituídos de muitos direitos
A pressão cresce, e é também um sentimento mesclado, camuflado, que a gente não explica bem
Pressão crescente, desta vez de baixo para cima
Explode em pauladas, tijoladas, incêndios, caos
Atos vândalos

A cidade Paraíso esta em explosão
Razão?????
É a guerra tia
È a guerra....
papapapapapapapapapa

Desabafo de DIANE de.O PADIAL

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009



http://www.myspace.com/zinhotrindade

PLIM,PLIM


Plim,plim

Plim,plim
Introduza a moeda
Plim ,plim
Olha só que comédia

PLIM,PLIM

Plim,plim

Plim,plim

Introduza a moeda

Plim ,plim

Olha só que comédia

CHUTEIRA















Chuteira

a luta do negro

é a capoeira

mato rasteiro ,to ligeiro

saiba pisar no terreiro

mandinga,ginga

olha a rasteira

se liga na teia

mais não pendure as chuteiras

COTIDIANO


















Lotação também

É o vai e o vem

Atravessando a ponte,observo meus irmãos apertados

Muitos angustiados,eu tomei meu café

E o guerreiro ao meu lado

Uns vem em pé ,outros sentados

Da janela que estou, vejo um carro importado

Uma madame ,com um podol,com um latido bem chato

Deve esta indo ao shopping é claro

O marido deve ser empresário,ou deputado

Um senhor acende uma bituca de cigarro

O moleque no farol,ganha seu trocado

A prostituta faz seu ponto,não é nada fácil

Na quebrada,ta moiado

Os policia colaram e saíram com o camburão estrumbado

Só trabalhador senhor,leva que é pra cumprir o mandato

Dei sorte hoje,amanhã pode ta embaçado

É época de eleição, qué faze bonito,

pros bacana, pra ser o próximo candidato

Qué limpa a cidade,devia começa pelo outro lado

É La que ficam os safados,colarinho engomado

Lixo tóxico,que explora o busão lotado

Estou a margem mais eles que são os marginalizados

Eu ,eu sou um simples trabalhador,ganho o meu suado

Observando da janela do busão lotado

Apenas sonho para que esse lixo todo seja mudado

E os meus filhos não precisem molhar o pão no café fraco

Quero ser livre,sentir a leve brisa do meu barraco

E não me sentir um escravo,sendo maltratado por capitães do mato

Que enquadram ,matam e são engravatados.

Observo tudo da janela do busão lotado e apertado

É mais um dia de trabalho...

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

MUNIÇÃO















Munição

Rajadas de traçantes durante o ano inteiro
Granadas, estilhaçam vidraças e grafitam nos barracos seu medo
Tiroteio,fogo cruzado,morteiros,
Cuturnos marcham em silêncio
A cada degrau,balas perfuram inocentes corações ao som de clic, clac, bum,plal
Olhos com insônia, caem lentamente lágrimas .
Sua mão calejada segura o terço e reza a santissima trindade sagrada
Pela pequena mão ,que atira,mata,troca a pipa pela quadrada
Quem mata usa farda,preta com caveira bordada,
Covardia ,treinamento e colhete a prova de balas
Segura um grande fuzil como ar15 ,pena que a munição acabou
15 era o dia,15 era o pai nosso,15 era munição ,15 era a hora,15 era a rua,15 o negócio
lençol branco ,que muda de cor, cobre rapidamente o pequeno óbito.
A contenção ficou contida,o vapor evaporou ,o falcão dormiu

Bandeira branca ,preta,verde ou azul
a bandeira é vermelha ,mais não é de partido político
Carro preto,três letras em branco, com saco preto, recolhe o lixo.
A milícia também recolhe,meu povo sofre,eles engordam o cofre.
Onde já se viu cobrar gato no poste,pra deputado ganhar ibope
Pra depois manda a tropa de choque,deixar os irmãos de coruja sem shortes.
Fazendo contagem :Esse é do oito,esse é do 9
Mais de 111 mortes,os outros tiveram sorte .


A margem o povo com a sua munição
Igualdade ,respeito,coragem e a cede por justiça suas armas são
Nas mãos o aperto no coração,a conta de luz ,água,o arroz e o feijão
Com tanta preocupação ,qual a solução,raspadinha,bicho,agiota ou banco
Não ,banco é só pra patrão,não tenho rg,nem habilitação
Tenho munição,coragem, respeito,alegria e determinação
Essa é a minha arma,busque essa missão
Cultura,arte,evolução é o tiro que muda o cidadão
O escudo é uma medalha de são Jorge e uma guia de Ogum e Oiá
proteção de forças maiores para abençoar,munição pra reza
A minha munição é a tinta,o lápis,a borracha, a sede por justiça
munição ao meu povo,munição pra periferia
contra os injustos,gananciosos e opressores

Do outro lado câmeras,luz e ação
Caverão,sirene,entrevistas ,bate palma sem soltar o fuzil da mão
Usa pega ladrão,engravatado não para no cadeião
Acerta direto, passa longe do rabécão
O sorriso do opressor,a tristeza do oprimido
As notas manchadas da semana passada não deu pra pagar o próximo pedido
A granada que grafitou ontem os barracos pode grafitar hoje galerias
A mão que bate no vidro pode aperta o gatilho,mais também pode lhe entregar um livro
Depende de nós qual munição usar,depende de nós com o que vamos atirar
Atire com algo que você possa receber com a mesma moeda
Atire com a munição certa.

Zinho Trindade

MAIS UM

Mais um

Do verso da música
Eu vou viajar na vida loca
Sem destino,aonde ela vai me levar

Para o mar,o céu,estrelas,sol ou lua?
O sorriso puro ,ao teu fruto proibido na rua
Ao pecado,por que não ?
Qual será a questão

Sem medo de prosseguir
A caminhada deve ser traçada
Sem deixar a luz se apagar

Sem medo de falar ,sem proibir
Reprimir ou violentar
Grite ,expresse

Sinta o ódio ,o amor
Sou humano ,sou gente
Somo todos iguais
A alma não procura a face em nosso rosto
Mais um olhar de igualdade,só mais um....

Zinho Trindade